Som Ambiente
Som ambiente para a casa inteira
Som ambiente é o sistema que distribui música pela casa toda, com as caixas embutidas no forro e nenhum aparelho à vista. Sala, cozinha, suíte, varanda, área gourmet e jardim, cada ambiente com seu volume.
É o oposto da caixa portátil que se carrega de um cômodo para o outro. Aqui a casa inteira toca, e o que se carrega é só o celular.
Do que um sistema é feito
São três blocos, e sempre os mesmos.
As caixas, que ficam no forro de gesso, na parede ou fora de casa. São elas que definem quantos ambientes o sistema cobre e como o som soa em cada um.
O amplificador, que fica no rack ou no quadro e alimenta todas elas. É ele que define quantas zonas a casa tem e o que cada uma pode tocar.
E a infraestrutura, que é o par de fios de cada caixa até o rack. É a parte invisível, a mais barata de fazer na obra e a mais cara de fazer depois.
Zona: o conceito que define o projeto
Zona é um ambiente com controle próprio. Não é a mesma coisa que caixa nem que canal.
Duas caixas na sala e duas na varanda, ligadas ao mesmo par de saídas, são quatro caixas numa zona só: tocam sempre a mesma coisa, no mesmo volume. É o arranjo mais barato e o que mais gera arrependimento.
Duas zonas separadas permitem música na varanda e o jogo na sala, ao mesmo tempo. É a diferença entre ter som na casa e ter som em cada ambiente.
A quantidade de zonas é a primeira decisão do projeto, porque é ela que define o amplificador e a quantidade de cabos que sai do rack.
Como o som chega até o sistema
Bluetooth resolve o celular de quem está em casa e o da visita, sem senha de rede.
Rede e streaming, com Wi-Fi, AirPlay e Spotify, permitem que a casa toque sem depender de nenhum celular pareado, e que vários ambientes toquem em sincronia.
Entrada óptica é o caminho do som da TV para as caixas do forro, que é o uso mais pedido em sala.
E as entradas analógicas continuam existindo para toca-discos e qualquer fonte antiga.
Integração com automação
Sistemas de som ambiente modernos conversam com a automação da casa. É isso que permite o áudio entrar nas cenas junto com iluminação, cortina e ar-condicionado.
Cena de chegada que acende a luz e liga a música na área social; cena de sair que desliga tudo. Depende do amplificador aceitar ser comandado por terceiros, e é uma escolha de modelo.
O que precisa ser decidido antes da obra
Quais ambientes terão som, e quais deles precisam de controle independente. O ponto de cada caixa, marcado junto com a iluminação. O par de fios de cada ponto até o rack. E o próprio rack, com energia e rede.
Vale prever mais pontos do que o sistema inicial vai usar: passar cabo com a obra aberta custa quase nada, e passar depois custa a obra inteira de novo.
Também em área externa
Área externa faz parte do mesmo sistema, com caixas próprias para sol, chuva e maresia. Varanda, piscina, jardim e churrasqueira entram como mais uma zona do amplificador que já está no rack.
É o caminho de cobrir a casa inteira sem um segundo sistema, e a razão de o projeto de som ser feito de uma vez e não por ambiente.
Também para ponto comercial
Loja, restaurante, academia, consultório e igreja usam a mesma lógica com regime de uso diferente: mais horas por dia, mais caixas por amplificador e, frequentemente, linha de 70 volts para pendurar muitas caixas no mesmo par de fios.