Receiver para home theater O receiver é o centro do home theater. É nele que entram todas as fontes de vídeo e som, é ele que decodifica a trilha do filme, distribui cada canal para a caixa certa e entrega potência para todas elas. Trocar o receiver muda o sistema inteiro. Trocar uma caixa muda uma caixa. Por isso ele costuma ser a primeira decisão do projeto e não a última. Quantos canais a sala precisa O número que aparece no nome é a conta de canais. O primeiro diz quantas caixas o aparelho aciona; o segundo, quantas saídas de subwoofer ele tem. 5.1 e 5.2 é o home theater clássico: frente esquerda, central, frente direita, duas traseiras e o subwoofer. Resolve sala de estar e quarto, e é onde a maioria dos projetos começa. 7.1 e 7.2 acrescenta um par de caixas laterais, que é o que dá a sensação de movimento lateral em sala comprida. É também o ponto de entrada do Dolby Atmos nesta loja. 9.2 e daí para cima existem para as caixas de altura do Atmos, as que ficam no teto ou apontadas para ele. Cada par de caixas de teto consome dois canais, e é por isso que sala com Atmos completo precisa de 9, 11 ou 13. Dolby Atmos, na prática Atmos é som com altura. Além do círculo de caixas em volta do sofá, ele usa caixas no teto ou caixas de elevação apontadas para cima, e trata cada som como um objeto que se move no espaço em vez de um canal fixo. Na prática é o que faz o helicóptero passar por cima da sala em vez de passar atrás dela. Todos os receivers de 7.1 canais para cima desta loja têm Atmos, e a maioria também tem DTS:X, que é o formato concorrente. 8K, HDMI 2.1 e por que isso importa agora O receiver fica na casa dez anos, o console e a TV não. As entradas HDMI 2.1 com 8K e 4K a 120 quadros existem para o aparelho ainda servir quando a fonte trocar. É a parte do receiver que envelhece primeiro e a que não tem conserto: potência e decodificação continuam bons por muito tempo, conector de vídeo não. Calibração automática Todo receiver desta faixa mede a sala com um microfone e corrige o que a sala estraga. A sala é o componente mais barato e mais determinante do sistema, e é o único que ninguém escolheu. Os sistemas mudam de nome conforme o fabricante: Audyssey na Denon e na Marantz, YPAO na Yamaha, AccuEQ na Onkyo e na Integra. Os modelos de topo aceitam Dirac Live, que é o padrão mais preciso e vem separado. Zona 2, zona 3 e a casa inteira Boa parte destes receivers aciona uma segunda e até uma terceira zona, com fonte e volume próprios. É o caminho mais direto para levar som à varanda ou à cozinha sem comprar um segundo amplificador. É também o limite a conhecer: zona extra costuma sair dos canais traseiros, então usar zona 2 e 7.1 completo ao mesmo tempo depende do modelo. Estéreo também mora aqui Nem todo receiver é de cinema. Esta categoria também tem receivers estéreo de dois canais, com entrada phono para toca-discos e rede para streaming, para quem quer música bem feita e não quer caixa nenhuma no teto. São aparelhos mais simples de instalar e que envelhecem melhor, justamente porque não dependem do conector de vídeo da vez.
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