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Caixa de Som Externa e de Jardim

Caixa de som externa e de jardim


Caixa de som de área externa é um produto diferente da caixa de dentro de casa, e a diferença não é o som: é o que acontece com ela depois de dois verões. Sol, chuva, poeira e, no litoral, maresia.


O que separa uma caixa externa de verdade de uma caixa comum instalada do lado de fora é o gabinete selado, a tela que não enferruja, o cone tratado e a suspensão que não resseca com a radiação ultravioleta.


Os três formatos, e onde cada um vai


O formato não é estética, é onde a caixa consegue ser instalada e o quanto ela aparece.


Caixa de sobrepor externa, que se fixa na parede, no beiral ou embaixo da laje com um suporte articulado. É o formato que cobre a maior área com menos pontos, porque fica no alto e aponta para baixo. É a escolha padrão de varanda gourmet, área de churrasqueira e volta da piscina.


Caixa pedra, que imita rocha e fica no canteiro, no jardim ou na borda do deck. Some no paisagismo. É o formato de quem não quer nenhum equipamento à vista e tem canteiro onde esconder.


Caixa de espeto e caixa de jardim, que se finca no solo entre as plantas, geralmente vendida em par e ligada por cabo enterrado. Cobre jardim grande e caminho externo, onde não existe parede para fixar nada.


O grau de proteção, na prática


IP é a norma que mede quanto de sólido e de água o gabinete aguenta. Nesta categoria os modelos vão de IP55 a IP66.


IP55 dá conta de área coberta, varanda com beiral e caixa protegida da chuva direta. IP65 e IP66 aguentam chuva batendo e lavagem com mangueira, que é o caso de jardim aberto, borda de piscina e churrasqueira sem cobertura.


Perto do mar existe um segundo critério, que é resistência a sal marinho e a raio ultravioleta. Ele vem declarado no produto e não é o mesmo que o IP: uma caixa pode ser estanque e mesmo assim perder a pintura e a tela em dois anos de orla.


Estas caixas são passivas


Quase tudo nesta categoria é caixa passiva, ou seja, sem amplificador dentro. Ela precisa de um amplificador para funcionar, e é ele que traz Bluetooth, streaming e controle por aplicativo.


Isso é vantagem de projeto, não limitação. O amplificador fica dentro de casa, no rack ou no quadro, protegido do tempo, e pode alimentar a área externa junto com as outras zonas da casa. Trocar de fonte ou de tecnologia depois significa trocar um aparelho abrigado, não desmontar a instalação do jardim.


Quantas caixas a área precisa


A conta prática é cobertura, não potência. Área externa é ambiente aberto, sem parede para refletir o som, e por isso pede mais pontos com volume menor em vez de dois pontos gritando.


Uma varanda fechada costuma resolver com um par. Área de piscina com deck pede quatro. Jardim comprido ou caminho externo pede caixas distribuídas ao longo do percurso, e é onde a caixa de espeto se paga.


Em trecho longo, vale conferir se o projeto pede linha de 70 volts em vez da ligação comum de 8 ohms, porque ela permite mais caixas no mesmo par de fios e perde menos em distância grande.


O cabo é parte do projeto


O cabo de área externa fica enterrado ou em eletroduto exposto ao tempo, e trocar depois significa abrir piso ou jardim. Vale usar cabo próprio para área externa e litorânea desde a primeira instalação.


Como quase tudo em projeto, decidido cedo, cabe. Decidido depois, vira obra.


Caixa de Som Externa e de Jardim

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